terça-feira, 28 de maio de 2013

As cores da solidariedade

Para você que curte originalidade e novidades recheadas de cores, alegria e paz para a decoração de casa, ou mesmo do escritório, não pode deixar de conhecer o trabalho da ONG  Cor da Rua. A ONG desenvolve diversos trabalhos com mosaico, tendo como base mesas, espelhos, caixas e demais itens retirados das ruas. É incrível ter a oportunidade de ver a transformação de objetos que para nós já não tem mais utilidade e que para eles, é o principal instrumento de trabalho.
Atualmente o trabalho desenvolvido pela ONG está parado por falta de recursos, mas ainda possui diversos itens à venda, os quais, com certeza, você não poderá encontrar em outro local, pois são produtos únicos e, em sua maioria, totalmente originais. Para saber mais sobre o trabalho da ONG acessem o site: http://oafsp.org.br/projetos1.htm.  Infelizmente, o site não possui fotos dos trabalhos elaborados pela ONG, para conhecer melhor eles, o melhor mesmo é ir até lá!
A ONG é um local bem simples, localizado ao final da Rua dos Estudantes no bairro da Liberdade. Caso consigam ir até o local, outra dica é conhecer os outros projetos desenvolvidos pela OAF – Organização de Auxílio Fraterno, um desses projetos está inserido embaixo da ponte da Liberdade e tem por principal finalidade oferecer refeições tipo almoço aos moradores de rua da região. Além de receber almoço, os moradores de rua também podem lavar as suas roupas e tomar banho. É impressionante conhecer o espaço, é amplo e possui uma cozinha muito bem estruturada, além de uma estufa.
Na ONG Cor da Rua também é possível conhecer um pouquinho do trabalho de desenvolvimento de lindas luminárias, em diversos tamanhos e cores, com bagaço de cana. Este trabalho também é elaborado por ex-moradores de rua. Este trabalho felizmente está ativo auxiliando muitos indivíduos que saíram das ruas a dar os primeiros passos para entrar no mercado de trabalho.

Além da oportunidade de assistir às palestras com profissionais de renome e com temas atuais na área de alimentação e nutrição , os participantes do 7º CP Nutri também puderam conhecer bem de pertinho o trabalho desenvolvido pelas ONGs, já que toda a decoração do evento foi realizada com os itens produzidos por ambas as instituições, bem como, foi disponibilizado um espaço para a exposição de seus produtos.  

Renata Debiazzi
Diretora APAN
Gestão 2011-2014

sábado, 11 de maio de 2013

Coca-Cola, obesidade e publicidade infantil



Marcelo Torres
Agências de notícias nacionais e internacionais e os principais veículos de comunicação do Brasil e do mundo informam nesta sexta-feira a decisão da Coca-Cola de não mais veicular propaganda voltada para crianças.
A Coca-Cola, que é tida como uma das “vilãs” mundiais da obesidade, anunciou na última quarta-feira uma série de medidas de prevenção e/ou controle da obesidade, em âmbito mundial. Uma das medidas é a de não mais fazer publicidade infantil.
O conjunto de ações, segundo a empresa, prevê a diminuição do nível de calorias de seus produtos, a informação do valor energético na frente das embalagens e o patrocínio a programas de estímulo a atividades físicas e práticas esportivas.
"A obesidade é o problema de saúde mais desafiador, que afeta praticamente todas as famílias e populações", reconhece Muhtar Kent, diretor da Coca-Cola Company, em nota oficial. "Nosso foco é tornar a empresa parte de uma solução para as grandes questões de saúde do século 21”, diz Marco Simões, vice-presidente da empresa no Brasil.
Apesar de divulgar que não vai mais focar no público infantil, alguns elementos da propaganda da empresa que atraem crianças vão continuar existindo, segundo a imprensa. Os tradicionais comerciais feitos com os ursos polares, por exemplo, não serão abandonados. A argumentação da empresa é de que essas peças não são voltadas diretamente para as crianças, mas sim para as famílias.
“Temos estudos que mostram que, em média, no Brasil, o refrigerante corresponde a 7% do consumo real diário de calorias das famílias”, afirma o vice-presidente da companhia no Brasil, Marco Simões. “Não é uma quantidade irrelevante, mas é pouca com relação ao total", argumenta.
Logo após o anúncio mundial da Coca-Cola, o Instituto Alana, entidade que atua na defesa dos direitos das crianças, e que faz parte do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), divulgou nota parabenizando a companhia pela decisão.
“O Instituto Alana vem por meio deste comunicado parabenizar o compromisso global da Coca-Cola  para o combate à obesidade, que inclui, entre outras medidas, o fim do direcionamento de publicidade a crianças de até 12 anos”, informa a nota oficial da entidade.
De acordo com o instituto, “o anúncio acontece em um momento de ampla reflexão sobre a responsabilidade empresarial em questões de impacto social”. Para a entidade, “a inciativa da Coca-Cola reconhece que as estratégias de marketing têm forte impacto nas decisões de consumo e que é preciso fazê-las de forma responsável”.

No Brasil, embora estudos e pesquisas revelem os efeitos da propaganda sobre as crianças, e apesar do avanço da obesidade infantil e de apelos e campanhas de centenas de entidades da sociedade civil, o mercado publicitário, as empresas anunciantes e os veículos de comunicação têm adotado sistemática posição contrária a qualquer tentativa de se regular a matéria.
Em todas as suas instâncias e conferências, o Consea tem deliberado insistentemente pela necessidade de se regular a publicidade de alimentos dirigida às crianças, por entender que estas formam um público vulnerável aos apelos da propaganda.
O documentário “Muito Além do Peso”, filme dirigido por Estela Renner e que foi exibido no Consea no final de fevereiro, mostrou o preocupante avanço da obesidade infantil no Brasil e no mundo, expondo de forma contundente a responsabilidade do Estado, família, escola, mercado publicitário, anunciantes e meios de comunicação.
“O Instituto Alana espera que o anúncio [da Coca-Cola] provoque uma reação em todo o mercado e que, de alguma forma, possa contribuir para uma revisão profunda sobre a conduta das empresas diante dos cidadãos, trazendo valores mais éticos e transparentes”, diz a nota da entidade.
Fonte: com informações de agências de notícias

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