quarta-feira, 29 de maio de 2013

Encontro Nacional do FBSSAN defende comida como patrimônio cultural


fbssanPor Gilka Resende, do FBSSAN
O 7º Encontro Nacional do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN) ocorrerá em Porto Alegre, entre os dias 4 e 6 de junho. Com o tema “Que alimentos (não) estamos comendo?”, o objetivo será debater os alimentos como patrimônios culturais, refletindo sobre diferentes perspectivas: produção, processamento, abastecimento e consumo.
De acordo com Vanessa Schottz, da Secretaria Executiva do FBSSAN, o evento reunirá cerca de 130 pessoas de diferentes campos de conhecimento - Saúde, Nutrição, Direitos Humanos, Agroecologia, Reforma Agrária, Direito das Mulheres, Educação Popular, Indígena, dentre outros - para fazer uma leitura crítica do atual sistema alimentar. Para isso, encontros e seminários regionais ocorreram nos meses de abril e maio. Essa dinâmica foi importante, ressalta Vanessa, para reunir propostas que reflitam as realidades de cada estado.
Ela lembra que a questão alimentar não está restrita ao papel biológico da manutenção da vida, tendo relação direta com as dinâmicas econômica, social e ambiental.“Vivenciamos o domínio das grandes corporações do ramo alimentício. Então, durante o Encontro, buscaremos identificar novos temas e questões que precisam entrar na agenda política quando o assunto é alimentação”, explicou.
Crise alimentar ou sistema alimentar em crise?
Essa questão dá título à primeira mesa de debates do Encontro. Além de analisar os impactos de um modelo de agricultura que concentra terras e tem como base o uso de venenos, o agronegócio, Vanessa afirma que será tema o papel do Estado na garantia do Direito Humano à Alimentação.
Outro painel vai abordar o abastecimento alimentar relacionado à promoção da saúde, à preservação ambiental e ao valor dos mercados institucionais como políticas públicas.“Hoje vivemos a especialização da produção, ou seja, cada local volta seu cultivo, muitas vezes, para apenas um alimento. Isso tem a ver com a competitividade dos mercados e vai totalmente contra a diversificação dos alimentos, tão importante para a soberania e a segurança alimentar de cada país”, garantiu Vanessa.
A programação conta, ainda, com um terceiro painel. Este colocará em questão o próprio conceito de alimento. Em tempos do uso indiscriminado de agrotóxicos e de artificialização dos alimentos, o desafio será provocar reflexões, por exemplo, sobre o sentido das palavras “qualidade” e “saudável”. O Brasil é campeão mundial no uso de venenos agrícolas desde 2008, segundo a Campanha contra os Agrotóxicos e pela Vida. No país, até mesmo a tradicional combinação “arroz e feijão” já se encontra ameaçada pela transgenia.
Alimento como patrimônio imaterial
Regina Miranda, nutricionista do Fórum Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (Fesans/RS), ressalta que, mais que discutir o alimento como patrimônio imaterial, os organizadores do Encontro também tiveram o cuidado de guardar na prática uma coerência com a proposta. “Nosso cardápio terá comidas de influência indígena, negra e portuguesa. Também vamos ter as culinárias alemã e italiana, fortes no Sul do país”, contou.
As especificidades alimentares foram consideradas. Haverá alimentos para pessoas que não podem comer glúten, açúcar ou lactose. Para aquelas que não comem carne, serão servidos nutritivos pratos vegetarianos ou veganos. A elaboração do cardápio, relata Regina, foi fruto do trabalho coletivo de nutricionistas que integram a comissão organizadora local. Já as sacolas ecológicas, que serão distribuídas aos participantes, foram confeccionadas pelo grupo de economia solidária Cáritas Paróquia Nossa Senhora da Piedade, da cidade gaúcha de Novo Hamburgo.
Além disso, os alimentos do Encontro serão agroecológicos. Eles foram adquiridos na Loja da Reforma Agrária, que fica no Mercado Público Central de Porto Alegre. “Sem agrotóxico, outros químicos ou sementes transgênicas. Acreditamos que a agroecologia é o modo adequado de produção, já que recupera, promove e mantem o equilíbrio com a natureza. Parte do princípio que os seres humanos têm o direito de se alimentar adequadamente, e nem por isso precisam pagar caro”, afirma Regina, que também integra a Emater/RS.
Além de painéis e de uma plenária, a programação do 7º Encontro Nacional do FBSSAN prevê oficinas sobre o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan); a agricultura urbana; produção artesanal e familiar de alimentos; a regulação da publicidade infantil; dentre outras. E, na tentativa de estabelecer diálogos com o poder público e ampliar os debates à população de Porto Alegre, a Roda de Conversa “Patrimônio Alimentar e Resistência Cultural: dimensões estratégicas de luta pela comida” foi marcada para acontecer no próximo dia 4, às 18h30, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.
(*) Veja a programação completa.

Mensagem APAN



MENSAGEM
Agradecemos a todos que colaboraram para o êxito alcançado no 7º CPNutri, reforçando a missão da APAN  de estimular o desenvolvimento e a união dos profissionais e acadêmicos, visando atender suas expectativas e necessidades, de forma ética e sustentável, contribuindo para o crescimento da ciência da Nutrição e Alimentação.  A APAN pauta-se no Art. 2° do Código de ética do Nutricionista onde lemos que:” Ao nutricionista cabe a produção do conhecimento sobre a Alimentação e a Nutrição nas diversas áreas de atuação profissional, buscando continuamente o aperfeiçoamento técnico-científico...” , para proporcionar ao profissional aprimoramento que atenda às solicitações do mercado e da sociedade.
Nesta 7ª edição, além de palestras proferidas por renomados profissionais do estado de São Paulo, contamos também com a presença de profissional brilhante de outro estado brasileiro. O tema central “Desafios da Nutrição: inovar e integrar” focou sustentabilidade, motivo pelo qual a decoração utilizada foi toda elaborada com objetos reciclados. Ao invés de mesa de abertura, usual em Congressos, os palestrantes e coordenadores ficaram numa sala no palco, os convidados foram recebidos em um  lounge, o que proporcionou um melhor acolhimento, uma maior interação entre todos os participantes. A abertura oficial teve o Hino Nacional cantado pela Giovana que emocionou a todos com a doçura de sua voz e a força de sua presença, mostrando a todos que desafios podem ser superados, a deficiência visual não venceu seus sonhos nem limitou seu talento. A presença da ONG Cor da Rua mostrando a beleza das obras feitas por moradores de rua com materiais recolhidos por eles mesmos, demonstra que a sensibilidade e arte não escolhe lugar, a delicadeza de um abajur feito de bagaço de cana, de um porta retrato feito com mosaico de pedras e sobras de construção, potes decorados feitos de latas, são verdadeiras maravilhas reduzindo a produção de lixo e  proporcionando aos olhos a visão de uma espantosa beleza.
O sucesso de um evento não depende somente do cuidado da Comissão Organizadora em planejá-lo, mas também da participação do público a quem se destina. A presença de profissionais e estudantes envolvidos com os temas propostos, de parceiros, colaboradores e patrocinadores que acreditaram em nosso objetivo, fortaleceram nossos resultados. A cada um de vocês que de alguma forma contribuíram com nosso evento o nosso muito obrigado.

Diretoria APAN

Gestão 2011/2014

Agradecimentos APAN!

A APAN agradece a contribuição de todos para o sucesso do 7 CPNutri!


terça-feira, 28 de maio de 2013

Curso APAN: Seja um consultor em restaurantes comerciais


As cores da solidariedade

Para você que curte originalidade e novidades recheadas de cores, alegria e paz para a decoração de casa, ou mesmo do escritório, não pode deixar de conhecer o trabalho da ONG  Cor da Rua. A ONG desenvolve diversos trabalhos com mosaico, tendo como base mesas, espelhos, caixas e demais itens retirados das ruas. É incrível ter a oportunidade de ver a transformação de objetos que para nós já não tem mais utilidade e que para eles, é o principal instrumento de trabalho.
Atualmente o trabalho desenvolvido pela ONG está parado por falta de recursos, mas ainda possui diversos itens à venda, os quais, com certeza, você não poderá encontrar em outro local, pois são produtos únicos e, em sua maioria, totalmente originais. Para saber mais sobre o trabalho da ONG acessem o site: http://oafsp.org.br/projetos1.htm.  Infelizmente, o site não possui fotos dos trabalhos elaborados pela ONG, para conhecer melhor eles, o melhor mesmo é ir até lá!
A ONG é um local bem simples, localizado ao final da Rua dos Estudantes no bairro da Liberdade. Caso consigam ir até o local, outra dica é conhecer os outros projetos desenvolvidos pela OAF – Organização de Auxílio Fraterno, um desses projetos está inserido embaixo da ponte da Liberdade e tem por principal finalidade oferecer refeições tipo almoço aos moradores de rua da região. Além de receber almoço, os moradores de rua também podem lavar as suas roupas e tomar banho. É impressionante conhecer o espaço, é amplo e possui uma cozinha muito bem estruturada, além de uma estufa.
Na ONG Cor da Rua também é possível conhecer um pouquinho do trabalho de desenvolvimento de lindas luminárias, em diversos tamanhos e cores, com bagaço de cana. Este trabalho também é elaborado por ex-moradores de rua. Este trabalho felizmente está ativo auxiliando muitos indivíduos que saíram das ruas a dar os primeiros passos para entrar no mercado de trabalho.

Além da oportunidade de assistir às palestras com profissionais de renome e com temas atuais na área de alimentação e nutrição , os participantes do 7º CP Nutri também puderam conhecer bem de pertinho o trabalho desenvolvido pelas ONGs, já que toda a decoração do evento foi realizada com os itens produzidos por ambas as instituições, bem como, foi disponibilizado um espaço para a exposição de seus produtos.  

Renata Debiazzi
Diretora APAN
Gestão 2011-2014