quarta-feira, 13 de março de 2013

Lançamento do livro: Atendimento Nutricional uma Visão Prática -Adultos e Idosos


A APAN esteve presente no lançamento e noite de autógrafos do livro

Atendimento Nutricional uma Visão Prática -Adultos e Idosos dia 12/03/2013 na Universidade Anhembi Morumbi das autoras

Avany Maria Xavier Born

Maria do Carmo Azevedo Leung

Mônica Santiago Galisa

Dith Medeiros de Mesquita


Foto - da esquerda para a direita:
Dith, Mônica, Avany, Maria do Carmo.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Governo do Estado apresenta projeto que incentiva a produção de orgânicos


São Paulo Orgânico foi desenvolvido em parceria entre as secretarias de Agricultura e Abastecimento e de Meio Ambiente

O mercado de produtos orgânicos ganhou um reforço importante do Governo do Estado com o lançamento do Projeto São Paulo Orgânico, nesta terça, 5. Desenvolvido pelas secretarias de Agricultura e Abastecimento e de Meio Ambiente, o programa incentiva a agricultura orgânica, com redução de insumos químicos e, consequentemente, oferta de produtos mais seguros e saudáveis.

"Hoje nós estamos dando um passo muito importante pra fortalecer a agricultura orgânica em São Paulo. Produtos certificados que não tem agrotóxicos, que garantem saúde das pessoas, agregam valor e melhoraram a renda do pequeno agricultor do Estado de São Paulo", disse o governador Geraldo Alckmin.

O programa viabilizará o período de transição do sistema produtivo convencional para o orgânico, propondo inovações tecnológicas que diminuam o consumo de insumos químicos. O procedimento será feito por uma linha exclusiva de financiamento para agricultura orgânica, que permite o acesso aos recursos necessários para a implantação de culturas orgânicas.

Para o secretario Bruno Covas, o projeto ratifica a importância da certificação dos produtos orgânicos para "ampliar, proteger, difundir e educar as pessoas para a agricultura orgânica". O teto de financiamento é de até R$ 100 mil por agricultor, pessoa física ou jurídica, e de até R$ 400 mil por cooperativa ou associação de agricultores. O prazo de pagamento é de até 7 anos, inclusa a carência de até 4 anos. O encargo financeiro é de 3% de juros ao ano.


Do Portal do Governo do Estado

Anvisa propõe novas regras para fitoterápicos

JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA


Tanchagem, chapéu-de-couro, laranja-amarga, erva-de-bugre, macela, chambá.
Muito usadas pelos avós, essas e outras substâncias, transformadas em medicamentos fitoterápicos, devem ganhar novas regras de comercialização para ter mais espaço nas prateleiras.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) discute nesta semana a flexibilização da regra em vigor e ainda a criação de uma nova categoria de medicamentos: a do "produto tradicional fitoterápico".
Em seguida, o assunto ainda precisará passar por consulta pública.
Com funções de expectorante, anti-inflamatório, diurético e tantas outras, os fitoterápicos têm princípios ativos derivados exclusivamente de plantas medicinais.
Editoria de Arte/Folhapress
Nos medicamentos "comuns", em geral pode haver também componentes sintéticos e biológicos.
Nos últimos anos, houve queda no número de fabricantes dessas substâncias --de 119 em 2008 para 78 em 2011-- e no total de produtos no mercado --de 512 em 2008 para 384 três anos depois.
A diminuição vem acontecendo porque muitos dos medicamentos conseguiram seus registros em uma época em que não eram necessários estudos de comprovação.
Quando esses registros expiram, os fabricantes acabam não conseguindo renová-los, e o remédio sai do mercado.
Foi o caso da funchicórea, remédio usado para cólicas em bebês há 72 anos, cujo registro foi cancelado pela Anvisa em 2012.
Hoje, muitos fitoterápicos tradicionais, como o baseado na erva-de-bugre, entram na classe dos medicamentos.
Isso significa que essas drogas só têm sua comercialização autorizada após a apresentação de estudos clínicos e de dados científicos que comprovem a sua eficácia e segurança.
FLEXIBILIZAÇÃO
A ideia da Anvisa é flexibilizar essa cobrança e liberar produtos que comprovem a segurança pelo uso tradicional registrado em artigos e livros --desde que os fabricantes cumpram as regras de higiene atualmente exigidas.

Seguindo regras adotadas por outros países, como a Alemanha, a medida deve ter mais impacto em produtos para sintomas de baixa gravidade, como cólicas e prisão de ventre.
"Já existia a abertura para reconhecer a tradicionalidade do uso, mas era insuficiente para garantir que os produtos ficassem no mercado. A área técnica exigia estudos que muitas vezes não estão disponíveis, e o registro ou sua renovação era negado", explica Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa.
Barbano afirma que há consenso entre os diretores da Anvisa sobre a necessidade de aproveitar mais o conhecimento tradicional.
"Vivemos num país com biodiversidade e tradicionalidade grandes que acabam sem reconhecimento."
Apesar da queda nos registros, o setor vê aquecimento no mercado nos últimos anos no país, chegando a valores próximos de U$ 550 milhões em 2010.
As regras para registro e as exigências de produção para a nova categoria ainda não foram definidas. Já existe, porém, uma lista de substâncias preparada pela Anvisa que servirá de referência o "formulário de Fitoterápicos, Farmacopeia Brasileira".
A proposta é que substâncias que estão na lista não precisem comprovar a existência do uso tradicional.
E as que estão fora dela --caso dos componentes da funchicórea, hoje vetada-- tenham que fazer a comprovação para serem liberadas.
MIGRAÇÃO
A atual regulamentação do setor é diferente da de países europeus e fez com que muitas empresas fechassem ou migrassem para o ramo de cosméticos, argumenta Henrique Tada, diretor-técnico-executivo da Alanac (Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais).

"No Rio Grande do Sul, que tinha um polo grande de fitoterápicos, 80% das empresas fecharam pelo grau dessa regulamentação".
Já Raymundo Paraná, hepatologista e professor da Universidade Federal da Bahia, faz críticas à redução de exigências sobre os medicamentos fitoterápicos.
Segundo ele, independentemente de serem mais "naturais" do que os medicamentos tradicionais, os remédios derivados de plantas medicinais podem ser tóxicos e causar danos ao fígado, assim como qualquer droga comum.
Por isso, precisariam de uma regulamentação tão rígida quanto.
"Toda e qualquer medicação, não importa se é fitoterápico ou contra sintomas, tem que ter comprovação científica em estudos avançados. Sem isso, não podemos assegurar a eficiência e, sobretudo, a segurança."

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1240094-anvisa-propoe-novas-regras-para-fitoterapicos.shtml

quinta-feira, 7 de março de 2013

A real importância da Educação Nutricional



Embora a educação nutricional seja vista sempre como um grande esforço em mudar “hábitos alimentares”, a determinação dos padrões alimentares está diretamente relacionada a fatores que incluem: educação para uma nutrição adequada, fatores ecológicos, socioeconômicos, antropológicos e culturais.

A mudança do hábito alimentar pode ser motivada por diversos fatores. Dentre eles está a influência do profissional responsável por se envolver na educação ou no aconselhamento de assuntos relacionados à alimentação e nutrição.
Este profissional, ao sugerir qualquer intervenção alimentar, deve ponderar aspectos culturais e econômicos do indivíduo ou população, principalmente quando a proposta de intervenção envolver aspectos educativos, como é o caso da educação nutricional.

O principal objetivo da educação nutricional é, e sempre será, a prevenção de doenças relacionadas à alimentação e nutrição. Além disso, outros objetivos paralelos são estabelecidos em ações de educação nutricional, como a promoção da saúde da população de forma geral, buscando sempre que os indivíduos mantenham sua alimentação saudável de acordo com suas culturas e disponibilidades.
A mudança ou adequação do hábito alimentar deve sempre ocorrer de forma gradativa e contínua. Nos casos em que a mudança ocorre desta forma, os indivíduos passam a implementar melhores hábitos alimentares e a agregar valores ao seu novo estilo de vida, tornando estes novos hábitos naturais e fáceis de serem seguidos no dia a dia.
Quando realizado de forma eficaz e planejada o resultado esperado do processo de educação nutricional é a mudança do comportamento alimentar e não somente a melhora do conhecimento sobre alimentação e nutrição por parte da população.
Desta forma, o profissional nutricionista deve sempre identificar possibilidade de aplicar ações de educação nutricional em qualquer que seja o seu âmbito de trabalho, pois o benefício da mudança gerada por este processo agrega valores e qualidade de vida aos indivíduos e a população de forma efetiva.    

Aline Caradori de Farias
Diretora APAN

terça-feira, 5 de março de 2013

Sai o merchandising, mas propaganda infantil continua


Marcelo Torres

Sexta-feira passada entrou em vigor a proibição de “merchandising” em programas infantis na televisão (“merchandising” é aquela propaganda indireta, quando um produto comercial é colocado em filmes, quadros e programas na TV).  Segundo notícia veiculada pela Agência Brasil, a medida foi adotada pela Associação Brasileira de Anunciantes,  “reconhecendo a necessidade de ampliar a proteção a públicos vulneráveis”. Apesar da proibição desse tipo de propaganda indireta, a publicidade direta – e dirigida às crianças – continuará sendo veiculada durante os intervalos comerciais, mesmo que os anunciantes tenham admitido que crianças constituem um dos “públicos vulneráveis”.
É disso que a assistente de direção de arte Thaiane Pinheiro, 23 anos, se queixa. Mãe de um menino de 5 anos, ela diz que é preciso haver “muita conversa” e firmeza nas decisões para driblar o impulso consumista despertado pela propaganda nas crianças.

Ainda na sexta-feira, o Procon de São Paulo e o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) divulgaram nota em que consideram “insuficientes e inadequadas as alterações, visto que desestimulam apenas o merchandising”. 
Na matéria publicada na Agência Brasil, “o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) destaca ser contrário à proibição total da publicidade infantil, por entender que se trata de parte essencial da educação”.
A matéria traz a seguinte declaração de Gilberto Leifert, presidente do Conar: “Privar crianças e adolescentes do acesso à publicidade é debilitá-las, pois cidadãos responsáveis e consumidores conscientes dependem de informação".
Não é o que pensam instituições, especialistas e entidades que defendem os direitos da criança. Ana Cláudia Bessa - uma das fundadoras do movimento Infância Livre de Consumismo, coletivo formado por pais e mães inconformados com os estímulos da publicidade infantil ao consumo excessivo - teme que a incorporação das recomendações seja um “movimento de bastidores” para evitar que o Brasil tenha uma lei específica que regulamente o assunto.
“O Projeto de Lei 5.921/01, que proíbe a publicidade dirigida à criança e regulamenta a publicidade dirigida a adolescentes, tramita há mais de dez anos no Congresso Nacional. Tenho receio que, diante da grande pressão da sociedade, o Conar tenha feito essa alteração para evitar mudanças mais profundas, previstas no projeto”, disse Ana Cláudia Bessa.
Há um consenso entre os especialistas que as crianças não têm desenvolvimento psicológico suficiente para identificar estratégias de persuasão utilizadas nas peças publicitárias e facilmente confundem o cenário e os resultados produzidos com a realidade.
“Muitas propagandas iludem as crianças. São sempre coloridas, mágicas e trazem a sensação de que, com o brinquedo, a criança pode ser um super-herói. Quando elas ganham o brinquedo, ficam felizes por umas duas horas até descobrir que ele [o brinquedo] não faz tudo o que estava no comercial”, disse.
Na semana passada, o documentário “Muito Além do Peso”, que trata da epidemia da obesidade no Brasil e no mundo, foi exibido no Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), e foi assistido por conselheiros, autoridades, especialistas, professores e alunos de Nutrição.
Sob direção de Estela Renner, o filme expõe as responsabilidades tanto do Estado, como da escola, família, meios de comunicação, anunciantes e indústria alimentícia com relação à obesidade infantil. Dados da Pesquisa de Domicílios Familiares, realizadas pelo IBGE, revelam que 1/3 das crianças brasileiras estão com sobrepeso.
O Consea defende a regulação – por parte do Estado – da publicidade de alimentos dirigida a crianças. Em todos os fóruns de debates e instâncias do Conselho há consenso sobre a necessidade de ações em duas frentes: uma é a educação alimentar, nas escolas públicas e particulares de todo o país; a outra ação é a regulamentação da publicidade infantil de alimentos, na forma como é proposta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Fonte: Ascom/Consea